Maratona CM School: como fazer um planejamento estratégico de comunidade

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Planejamento

 

Nessa quinta-feira, 14/07 às 19 horas, aconteceu a segunda aula online da maratona CM School e você vai ver o resumo do que rolou. 

 

Essa aula contou com a presença de:

 

 

 

O Emiliano e a Lia começaram dando as boas-vindas pra galera e falando sobre a atualização do curso CMS, que já está na sua 4° edição. Já são 3 anos de curso com muitos conteúdos valiosos para community managers e interessados em comunidades.

 

Alguns dos temas discutidos nesta aula:

 

 

  • cases da Disney
  • cases de outras marcas
  • dicas práticas

 

 

A Lia se apresentou e contou um pouco da sua história profissional.

 

Ela teve grandes experiências em diferentes comunidades e agora trabalha na Informa Markets Brasil.

 

Falando sobre a Disney, Lia mencionou 4 sentimentos presentes na marca:

 

 

  • MEMBERSHIP - senso de pertencimento.
  • INFLUENCER - você faz diferença na vida do grupo e vice-versa.
  • INTEGRATION & FULFILLMENT OF NEEDS - necessidades atendidas.
  • SHARED EMOTIONAL CONNECTION - histórias compartilhadas, experiências.

 

 

Ela mencionou o personagem Mickey Mouse, que existe há 75 anos e que ainda influencia diversas gerações.

 

 


Como a Disney faz marketing de comunidade

 

 

Também falamos sobre uma novidade que a Disney está fazendo que se chama COMMUNITY LIVING ou STORYLIVING.

 

Se trata de uma cidade artificial na Califórnia baseada nos valores e estética Disney, fazendo com que os fãs da marca possam morar em uma casa com a cultura criada por eles. Simplesmente o máximo né? Veja só!

 

 

Com base nisso, a Beatriz, Community Manager da Endeavor, comentou no chat:

 

-“Literalmente viver a experiência”.

 

A Disney usa todo esse mundo de fantasia pra construir suas comunidades.

 

O Emiliano disse que é muito importante ter um planejamento e mostrar para a empresa que nossa comunidade tem valor.

 

Como fazer um planejamento? 

 

Lia e Emi mostraram 6 pontos que sempre devemos ter em mente pra criar uma estratégia.

 

1- Qual é a nossa vantagem

2- Análise (aprendizados) e benchmarks

3- Quem é o nosso público e o que vamos oferecer

4- Objetivos e formatos

5- Como vou alcançar esses objetivos (equipe e $$)

6- Principais métricas e KPIs

 

Lia citou a vantagem competitiva dizendo que um produto até pode ser copiado por uma outra empresa, mas a comunidade da empresa não pode ser copiada. 

 

 


Sua comunidade como vantagem competitiva

 

 

Nossa facilitadora também comentou que é bacana procurar e se inspirar em comunidades parecidas com a sua.

 

 

Emiliano aproveitou pra falar sobre um hábito que é muito importante que todo Community Manager precisa ter: a coleta de dados. 

 

Com base nisso, Lia disse:

 

-“Quando você entra na empresa é importante saber onde estão esses dados. Por exemplo, se é uma comunidade de produto é importante você conversar com as pessoas de produto da empresa pra entender quais são os dados que eles coletam sobre o produto e entender como esses dados vão se relacionar com a comunidade.”

 

À respeito de fazer pesquisas com seu público pra conhecê-los bem, Emiliano afirmou:

 

-“Se a gente não pesquisa, não sabe pra quem a gente vai montar comunidade, estamos condenados ao fracasso”.

 

Lia entrou em um dos momentos mais interessantes da aula, quando cita o Modelo Spaces, criado por David Spinks, ex-CMX. Esse modelo é dividido em 6 grandes objetivos de negócios. 

 

S- suporte

P- produto

A- aquisição

C- contribuição

E- engajamento

S- sucesso

 

 


The SPACES Model: The Framework for Defining Your Community’s Business Value

 

 

Pra construir uma comunidade em torno de uma marca, é preciso entender o objetivo alinhado à estratégia do negócio. 

 

A sugestão da Lia é escolher até 2 objetivos por negócio. 

 

Por exemplo:

 

  • Comunidade de suporte - objetivo: Reduzir custo de suporte e aumentar a satisfação.
  • Comunidade de produto - objetivo: Acelerar a inovação e melhorar um produto. 

 

Ela citou o exemplo da NuCommunity, a comunidade do Nubank. 

 

  • Comunidade de aquisição - objetivo: Aumentar as vendas e o reconhecimento da marca.

 

Com base nisso, Bruno Camarda, Developer Relation da Take Blip, fez um comentário interessante relatando um problema que existe na sua comunidade:

 

-“ Aqui temos um problema contrário: muitos feedbacks da comunidade e o time de produto não consegue/pode acompanhar”.

 

Nesse caso a Lia deu a sugestão de entender quais são as novas funcionalidades (daquele produto) mais importantes e fazer uma pesquisa com a comunidade pra ver quais eles preferem. 

 

  • Comunidades de contribuição - objetivo: Colaboração com conteúdo. 

 

Um exemplo é a AirBnb.

 

  • Comunidade de engajamento - objetivo: Retenção dos membros da comunidade. 

 

Um exemplo citado foi a Juliette, que usou sua rede de fãs pra colocar sua música no 1° lugar das paradas.

 

  • Comunidade de sucesso - objetivo: Impulsionar o sucesso do cliente em usar o produto. 

 

Logo Lia mencionou uma das grandes dores do Community Manager, que é provar o valor da comunidade pra empresa. Isso é uma dificuldade global. 

 

Saber quais são suas principais métricas vai ajudar a mostrar a diferença que a comunidade faz dentro da empresa. 

 

Pra finalizar, Lia disse que tanto a Disney quanto outras marcas como a Harley Davidson,por ex, são marcas antigas que precisam se renovar pra continuar relevante para o público. Por isso é tão importante ter um bom planejamento estratégico. 



 

Para assistir à próxima aula da maratona, que acontece no dia 21/07, faça sua inscrição gratuita clicando aqui!

Vamos te mostrar como criar um dashboard de métricas para sua comunidade. Tá imperdível!



 

 

 

Gabriela Montezi
Gabriela é analista de marketing digital da CM School, apaixonada pelo mundo digital e por criar conteúdos.

 

 

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