Comunidades monetizadas: como alinhar propósito, lucro e sustentabilidade.

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Phillipe Soares, fundador da comunidade Talk´nTalk esteve no CM Summit 2022 e falou sobre as comunidades monetizadas, dando dicas de como fazer isso. 

 

Nesse artigo vamos te mostrar tudo o que rolou de mais importante na palestra do Phillipe.

 

Antes, ele contou um pouco da sua história.  Phillipe é formado em sistemas de informação pela Universidade de São Paulo, já trabalhou com tecnologia e ficou quase 10 anos no mercado. 

 

Em 2016 ele mudou completamente de carreira. Começou a dar aula de inglês e foi aí que fundou a comunidade TalknTalk. uma comunidade onde você pode conversar em inglês, francês, italiano e espanhol. A ideia é praticar o idioma por meio da conversação. 

 

O empreendedor dá um conselho pra quem deseja empreender ou montar uma comunidade/startups: ”Eu acho que o primeiro passo antes de pensar em montar uma comunidade, montar um negócio, montar uma startup, um empreendimento é começar a conversar com quem tem interesse naquela sua ideia.”

 

Phillipe conheceu Emiliano Agazzoni, fundador da CM School, e começou a trabalhar como Community Manager em uma startup onde aprendeu o que deveria fazer pra gerenciar uma comunidade.

 

Ele disse que pra criar uma comunidade, às vezes falta você sentar na cadeira e conversar, conversar com aquela pessoa mais engajada. Ele disse que isso foi fundamental pra comunidade dele.

 

Phillipe comparou o crescimento de uma comunidade com o crescimento de um ser humano. “Você começa lá um bebê, você vira uma criança, vira um adolescente, um adulto, você vai crescendo, a sua cabeça muda, os pensamentos que você tem mudam, as experiências, as suas opiniões. O que você busca vai se transformando e a comunidade vai se transformando e amadurecendo.”

 

Falar sobre comunidades pode parecer um negócio complexo e muito difícil, mas às vezes a gente precisa só parar para entender o contexto, o que a gente está vivendo, o agora, as pessoas, então você vai pensar numa persona público-alvo que essas pessoas estão vivendo. Como é o dia a dia delas, por exemplo.

 

Sobre a sua comunidade Talk´nTalk, ele diz:

 

“Eu não estava prometendo ensinar inglês. Eu não estava prometendo dica de inglês, não estava prometendo o milagre do inglês, estava prometendo o quê? Conversar em inglês. Você quer conversar em inglês comigo? Então vem conversar de graça.”

 

Atualmente, eles contam com 116 eventos ao vivo em uma semana. Em uma semana, em 7 dias, eles têm mais de 100 eventos ao vivo em 7 dias.

 

Também contam com  5 pessoas trabalhando que formam o time no negócio. Hoje, a comunidade conta com alunos que estão pagando, a gente tem um ticket médio de 2000 reais. 

 

 

Nela, existem 3 planos diferentes que você pode adquirir pra fazer parte da comunidade e poder praticar o idioma.

 

A TalknTalk não tem professores, os próprios alunos que estão colaborando e liderando as conversações e ajudando outros alunos.

 

Eles contam com uma comunidade para mulheres que falam inglês, tem um happy hour para gerar networking, workshops mensais práticos para as pessoas treinarem alguma coisa do idioma. 

 

Falando sobre a criação e o objetivo de uma comunidade, ele mencionou: “O mais importante é toda essa jornada, entender o público, a comunidade, quais são os desafios, o propósito”.

 

Ele mostra na palestra que o processo de você criar um produto pra comunidade adquirir é você entender de fato o que as pessoas querem, o público-alvo, ver se aquilo se encaixa e adaptar. 

 

Falando sobre inovação, ele diz que algumas coisas que eles faziam em 2020 já não funcionam mais. Inclusive tiveram que mudar um pouco o modelo da comunidade.

 

O empreendedor dá uma dica valiosa pra qualquer pessoa que deseja monetizar sua comunidade: “O principal, se eu tivesse que sair daqui desse papo com uma única mensagem é ouvir as pessoas, quanto mais pessoas você ouvir, melhor.”

 

Ele finalizou sua palestra resumindo o que significa a sua comunidade TalknTalk: “Não tem nada a ver com idiomas, apesar de ser isso que a comunidade entrega, o TalknTalk tem a ver com auto-estima. Tem a ver com confiança, tem a ver com amizade. Tem a ver com troca com a pessoa não se sentir sozinha, não tem aquela solidão do aprendizado.” 

 

Confira a palestra completa no vídeo abaixo!

 

 

 

 

Gabriela Montezi
Gabriela é analista de marketing digital da CM School, apaixonada pelo mundo digital e por criar conteúdos.

 

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